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Transformação Digital no RH e a covid-19

Em questão de apenas alguns meses, o mundo como conhecemos mudou drasticamente. Empresas e pessoas apertaram o botão do modo sobrevivência enquanto lutavam para se adaptar à nova realidade. Nas organizações, como resultado dessa transformação do dia para a noite, a área de Recursos Humanos ganhou relevância nas empresas, afinal, ela foi a responsável por…

Em questão de apenas alguns meses, o mundo como conhecemos mudou drasticamente. Empresas e pessoas apertaram o botão do modo sobrevivência enquanto lutavam para se adaptar à nova realidade. Nas organizações, como resultado dessa transformação do dia para a noite, a área de Recursos Humanos ganhou relevância nas empresas, afinal, ela foi a responsável por redesenhar um novo ambiente de trabalho nesses tempos sem precedentes e por conduzir a transformação digital no RH e nos membros da organização.

O principal desafio do RH é como você traz o lado humano frente a tanta tecnologia dessa transformação digital. A partir do momento que a gente olha individualmente para o profissional, conseguimos extrair o melhor desempenho dessa pessoa”, afirmou Luciana Calegari, executiva de RH na VAGAS.COM, no webinar “Transformação Digital: o novo RH pós-pandemia” , promovido pela Propay em parceria com a VAGAS.COM e com a TeamViewer.

A executiva se referia ao modo como a VAGAS.COM olhou individualmente para seus colaboradores durante a readaptação do ambiente de trabalho após a pandemia. Durante o evento virtual, Luciana narrou a jornada dessa adequação na empresa.

Medidas corporativas após Covid-19

Segundo a executiva, tudo começou com um diálogo aberto do fundador da empresa, Mário Kaphan, em uma live, narrando a saúde financeira da empresa e garantindo os empregos dos colaboradores. “Ele trouxe muita tranquilidade às pessoas para que elas se adequassem à nova realidade, pois ele garantiu que a empresa daria todo o respaldo”, salientou. O recado do fundador gerou um engajamento de 100% dos colaboradores nesse encontro virtual

“Na VAGAS.COM, todos os colaboradores entraram no sistema home office e garantimos às pessoas ferramentas mínimas para o trabalho. Mas, claro, foi um novo normal para eles. E olha que já tínhamos uma cultura muito forte do home office”, explicou a especialista em RH.

Os processos de R&S da empresa, que já eram 90% digitais, passaram a ser 100% digitais. Admissão e o onbording também seguiram o formato virtual. “Não sei nem porque já não havíamos feito essa adequação antes”, analisou Luciana.

Na rota das transformações para o novo normal, a executiva de RH da VAGAS.COM também mencionou a criação de programas online de saúde mental e financeira, assim como a flexibilização de benefícios. Todas as medidas foram tomadas em consenso pelos colaboradores da organização — a VAGAS.COM trabalha com o conceito de modelo de gestão de pessoas horizontal.

“É um caminho sem volta. Essas ferramentas, esse formato, esse trabalhar em conjunto mesmo a distância são novas experiências. Quando você experimenta alguma coisa boa, você não quer voltar ao passado”, destacou.

Diferencial competitivo: o ser humano

Para outro participante do webinar, Maurício Benvenutti, sócio da StartSe, o ser humano é o principal ativo nessa transformação digital. “A tecnologia é comodities, as pessoas são o grande diferencial competitivo das organizações”, afirmou. Na visão do empreendedor, que também foi um dos fundadores da XP Investimentos, o RH tem um papel de destaque para valorizar e empoderar às pessoas para que elas trabalhem com mais autonomia.

“Precisamos colocar as pessoas à frente dos processos”, ponderou. Para ele, não se trata de discutirmos as tecnologias em si, mas sim o efeito delas nos indivíduos e no mindset da organização. Maurício acredita é difícil replicar e copiar centros de inovação e ideias disruptivas porque são os profissionais que conceberam o aperfeiçoamento. “Não é possível fazer um Ctrl+c e Ctrl+v no talento das pessoas”, frisou.

“As oportunidades não nascem no senso comum, mas nas bordas”, disse o sócio da StartSe, referindo-se a como a diversidade e o debate de ideias conduz a inovação nas corporações. Para ele, o perfil do profissional que será valorizado no futuro próximo, é aquele que foge do modus operandis da empresa, que “desobedece a normalidade” para construir novas base de crescimento à empresa.

Fail fast, learn fast

Seguindo essa linha de pensamento, o moderador do webinar, Martius Haberfeld, diretor de Transformação Digital da Propay, lembrou de como o conceito de fast fail, learn fast será importante nessa nova fase pós-pandemia.

“O mercado tradicional foi montado para não correr risco, para não falhar. Então, todos os executivos têm isso na cabeça ‘não posso falhar´, o que também significa que eles têm menos propensão a inovar”, explica Martius. No entanto, esclarece o executivo, quando você vai para o mundo das startups, há uma cultura ao estímulo de riscos calculados, o chamado fail fast, learn fast. “Você pode errar, mas erre rápido e não prossiga no mesmo erro, falhe mas com outra tentativa, novas abordagens”.

Liderar a distância

Gabriel Tosto, Head de Canais Latam da TeamViewer, também participou do evento online falando sobre sua experiência de liderar uma equipe multicultural a distância. Ele comanda executivos de vendas que estão alocados no Brasil, Colômbia, México e Chile. “Sai da liderança de uma equipe de vendas local nos EUA para montar uma equipe remota e criar uma nova relação de trabalho e liderança”, narrou Gabriel.

Para ele, a pandemia acentuou o trabalho remoto, algo que já se mostrava uma tendência do futuro do trabalho. Com isso, empresas e pessoas observaram os benefícios da atuação home office. “Se de um lado, o profissional ganha em qualidade de vida e pode trabalhar de qualquer lugar do mundo, do outro, as organizações se livram dos altos custos de locação de escritórios e aumentam seus índices de retenção de talentos”, sugeriu

Na visão do líder de vendas da TeamViewer, a transformação digital eleva a produtividade e o equilíbrio entre vida pessoal e profissional a um outro patamar. Ele acredita que a possibilidade das máquinas extinguirem vários postos de trabalho é uma ilusão. “Era o mesmo medo que os trabalhadores tinham já na Primeira Revolução Industrial”, destacou. Para Gabriel, haverá sim uma readequação do mercado de trabalho, contudo, como estamos já vivendo nessa nova realidade, a exigência será mais do intelecto humano e não de trabalhos manuais e burocráticos.

Quer saber mais sobre a relação da liderança e a transformação digital? Confira, então, a reportagem sobre como o RH pode impulsionar essa revolução virtual durante a pandemia.

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