A tecnologia está mesmo roubando os empregos?

O tempo deixou claro o quanto o mundo mudou e como a tecnologia tornou-se uma aliada indispensável. Em 2019 questionamos se ela estava roubando nossos empregos, em 2025 a perspectiva muda: queremos entender como a tecnologia está redefinindo o próprio trabalho. Em 2019 publicamos um texto exclusivo sobre a possibilidade da tecnologia “roubar nossos empregos”.…

O tempo deixou claro o quanto o mundo mudou e como a tecnologia tornou-se uma aliada indispensável. Em 2019 questionamos se ela estava roubando nossos empregos, em 2025 a perspectiva muda: queremos entender como a tecnologia está redefinindo o próprio trabalho.


Em 2019 publicamos um texto exclusivo sobre a possibilidade da tecnologia “roubar nossos empregos”. Na época, pouco se falava sobre Inteligência Artificial e a IA Generativa era praticamente desconhecida (ChatGPT só foi lançado em 2022). Seis anos depois, o cenário é totalmente diferente. O termo IA tornou-se popular e as empresas que não investem nesta nova tecnologia em seus processos estão ficando para trás.

Quando pegamos dados da pesquisa Deloitte de 2019, apenas 26% das empresas se sentiam “prontas ou muito prontas” para lidar com os impactos da tecnologia. Já em 2025, no Relatório do Futuro do Trabalho, do Fórum Econômico Mundial, 41% dos empregadores planejam reduzir as suas equipes para a adoção da IA.

Apesar de parecer um cenário pessimista, o mesmo relatório aponta para a criação de 170 milhões de novas vagas até 2030. Qual a solução? Adaptação. No Relatório de Tendências Globais 2025 da ManPowerGroup, 48% dos empregadores globais já utilizam ferramentas como a IA generativa em seus processos e outros 21% planejam adotar nos próximos 12 meses.

Diante deste cenário, é o momento de atualizar este artigo e responder novamente a pergunta: a tecnologia está mesmo roubando nossos empregos? 

2019 Vs 2025

A realidade das empresas com relação à IA em 2019 ainda era pouco abrangente. A tecnologia existia, porém adotada apenas por alguns ramos de negócios. O foco estava mais na automação de tarefas repetitivas e na melhoria da produtividade. Tanto que no artigo original, estava publicado que 62% das empresas utilizavam automações para eliminar o trabalho transacional, 47% para ampliar práticas de trabalho e 36% para reinventar o trabalho. Muito pouco se falava das IAs Generativas.

Com a popularização dessa tecnologia, mudamos também o nosso pensamento sobre ela, e o principal questionamento passou de “se a IA vai impactar” para “como a IA está impactando”. Consequência justamente dessa popularização. As IAs não apenas automatizam o trabalho, mas também assumem tarefas cognitivas complexas. A velocidade da transformação que antes eram em décadas, tornou-se meses, diferente de revoluções anteriores.

Surgem Novas Vagas

Ao passo que novas tecnologias são adotadas pelas empresas, surgem novos campos de trabalhos e a necessidade de profissionais especializados. Segundo o Relatório do Futuro do Trabalho de 2025, o ramo da tecnologia é o que mais cresceu em termos percentuais, com a busca de profissionais para as seguintes vagas:

  • Especialistas em Big Data
  • Engenheiros de Fintech
  • Especialistas em IA e Machine Learning
  • Desenvolvedores de Software e Aplicativos
  • Cientista de Dados
  • Especialista em Cibersegurança
  • Engenheiro de Inteligência Artificial (IA)
  • Desenvolvedor Blockchain
  • Gerente de Tecnologia (CTO)

Funções voltadas à transição verde e energia, também são muito procuradas como Especialista em Veículos Autônomos e Elétricos, Engenheiros Ambientais e Engenheiros de Energias Renováveis.

Superempregos ainda em evidência?

No artigo de 2019, conhecemos o conceito de superempregos, do inglês superjobs. Uma série de funções que combinam responsabilidades de vários trabalhos tradicionais, mas utilizando diversas tecnologias para ampliar o escopo. Além disso, os superjobs exigiam uma série de habilidades técnicas e de domínio de humanas.

Apesar do termo superjobs não ser mais tão utilizado, o Fórum Econômico Mundial e outros estudos publicados enfatizam a necessidade de habilidades híbridas, que mesclam a inteligência humana e a interação com as máquinas, dados e algoritmos. As vagas mais demandadas em 2025 exigem a combinação de competências técnicas (IA, BIG Data, cibersegurança) e soft skills (criatividade, resiliência, flexibilidade, curiosidade e aprendizado contínuo).

Reskilling e Upskilling

Se os superjobs já não são tão citados, o reskilling (requalificação) e upsskilling (aprimoramento de habilidades) continuam sendo fundamentais. Se em 2019, 84% das empresas já afirmavam a necessidade de reskilling e previam aumentar o investimento em treinamento, em 2025 a urgência tornou-se ainda maior.

Para o Relatório do Futuro de Trabalho de 2025, os trabalhadores podem esperar que 39% de suas habilidades atuais estejam obsoletas entre 2025 e 2030. E isso também se reflete no aumento de reskilling e upskilling por parte dos candidatos, 50% dos profissionais afirmaram já terem completado treinamentos.

As lacunas de habilidades tornaram-se os maiores desafios dos empregadores e 85% pretendem priorizar o upskilling na sua força de trabalho. Já 70% deles pretendem contratar profissionais com novas habilidades. Portanto, reskilling e upskilling são fundamentais não apenas para a sobrevivência de indivíduos, mas também das organizações.

Conclusão

Ao traçar este paralelo entre o mundo de 2019 e o de 2025, percebemos uma aceleração enorme na adoção de novas tecnologias. Um novo cenário foi desenhado e deixamos de questionar “se a IA vai impactar” para “como a IA está impactando”. Enquanto em 2019 discutimos os superjobs, hoje percebemos que a IA Generativa trouxe um novo nível de complexidade exigindo habilidades híbridas por parte dos profissionais. Com novas vagas surgindo, o reskilling e upskilling tornou-se inevitável, principalmente em setores como indústria e Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). O futuro do trabalho é inegavelmente híbrido, mas no quesito de exigir colaboração contínua entre humanos e máquinas, além de uma capacidade constante de adaptação e aprendizado.

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